Datacenter

Como escolher um datacenter: checklist para empresas

Colocar os servidores da empresa em um datacenter é uma decisão de longo prazo. Mudar depois dá trabalho, e o datacenter passa a ser responsável por manter funcionando aquilo de que a operação depende: o sistema de gestão, os arquivos, o e-mail, a loja virtual. Por isso vale escolher com critério, e não só pelo preço.

O problema é que quase todo fornecedor usa as mesmas palavras: "redundante", "seguro", "alta disponibilidade". O checklist abaixo transforma essas palavras em perguntas objetivas que você pode fazer em qualquer conversa comercial.

1. Energia: o que acontece quando a luz cai

A energia é a base de tudo. Uma queda de alguns segundos, se não for absorvida, desliga servidores e pode corromper bancos de dados. Pergunte:

  • Há nobreaks e banco de baterias? Eles seguram a carga nos primeiros instantes da queda.
  • Existe grupo gerador? Bateria dura pouco; quem segura uma queda longa é o gerador.
  • A transferência é automática? Se alguém precisa ir até lá ligar o gerador, a proteção depende de uma pessoa estar disponível na hora.
  • Há testes periódicos? Gerador que nunca é testado pode não partir quando for preciso.

2. Climatização: o calor como inimigo silencioso

Servidores geram muito calor. Sem refrigeração adequada, eles reduzem o desempenho para se proteger, desligam ou têm a vida útil encurtada. O ponto principal é a redundância: se um equipamento de ar-condicionado falhar ou precisar de manutenção, outro deve assumir sem que a temperatura suba. Pergunte também se a temperatura é monitorada continuamente e se há alarme quando ela sai da faixa.

3. Conectividade: mais de uma operadora, mais de um caminho

De nada adianta o servidor estar ligado se ninguém consegue chegar até ele. Aqui, três itens fazem diferença:

  • Links de operadoras diferentes. Se uma operadora tiver problema, a outra mantém o tráfego.
  • Rotas de entrada independentes. Dois links que chegam pelo mesmo duto podem ser cortados pela mesma obra na rua. O ideal é que entrem por caminhos físicos separados.
  • Roteamento BGP. O BGP é o protocolo que permite ao datacenter anunciar seus endereços IP por mais de uma operadora ao mesmo tempo. Se um link cai, o tráfego é redirecionado automaticamente pelo outro, sem que você precise trocar o IP do servidor.

Pergunte também se há proteção contra ataques de negação de serviço. Um ataque volumétrico satura o link antes de chegar ao servidor, e só a rede do datacenter consegue filtrá-lo. Entenda melhor em o que é ataque DDoS.

4. Segurança física: quem entra e quem vê

Segurança digital começa pela física: quem tem acesso ao servidor tem acesso aos dados. Verifique:

  • controle de acesso individual, de preferência biométrico, com registro de quem entrou e quando;
  • câmeras com gravação cobrindo entradas e áreas dos equipamentos;
  • vigilância contínua do prédio;
  • política para visitantes e prestadores de serviço.

5. Localização e LGPD

A Lei Geral de Proteção de Dados não proíbe guardar dados no exterior, mas a transferência internacional tem regras próprias e exige mais cuidado com contratos e bases legais. Manter os dados em território nacional simplifica a conversa com clientes, auditorias e com o seu próprio jurídico. Pergunte onde exatamente os dados ficam armazenados, inclusive os backups. Há ainda a questão da distância: quanto mais perto dos usuários, menor a latência, o que se nota em sistemas usados o dia todo. O post por que hospedar servidores no Brasil aprofunda esse ponto.

Outro detalhe prático: contratos cobrados em moeda estrangeira variam com o câmbio, o que dificulta o planejamento. Pergunte em que moeda é a cobrança.

6. Suporte: quem atende, como e quando

Infraestrutura boa sem suporte acessível vira problema na primeira dúvida. Pergunte:

  • Quais os canais de atendimento (chamado, telefone, WhatsApp)?
  • Qual o horário de atendimento humano e o que acontece fora dele?
  • O suporte é em português e feito por quem conhece a infraestrutura?
  • Há apoio na migração e no dimensionamento?
  • Existe monitoramento com alertas, ou você só descobre o problema quando o usuário reclama?

Desconfie de promessas vagas. É melhor um horário de atendimento claro e cumprido do que um "24 horas" que, na prática, é um formulário.

7. Contrato e SLA: o que olhar com lupa

SLA (acordo de nível de serviço) é o compromisso formal do fornecedor. Um percentual de disponibilidade no site comercial diz pouco; o que vale é o que está escrito no contrato. Leia com atenção:

  • O que está coberto. Energia e rede do datacenter? O servidor em si? O sistema operacional? Muitas vezes o SLA cobre só uma parte.
  • Como a indisponibilidade é medida. Quem mede, com qual ferramenta, a partir de quando conta.
  • Janelas de manutenção. Paradas programadas costumam ficar fora da conta. Com que antecedência são avisadas?
  • Tempos de resposta e de solução. Responder em uma hora não é o mesmo que resolver em uma hora.
  • Compensação. Se o SLA não for cumprido, o que você recebe? Normalmente é crédito na fatura, e há um teto.
  • Saída. Como você recebe os seus dados se decidir sair, em qual formato e prazo.
  • Backup. Está incluído ou é contratado à parte? Quem testa a restauração?

8. Peça para ver

Se o datacenter fica numa cidade que você pode visitar, peça para conhecer. Ver a sala de energia, o gerador, a climatização e o controle de acesso diz mais do que qualquer apresentação.

Como a DataHead atende esse checklist

A DataHead tem datacenter próprio em Londrina/PR. Sobre os itens acima:

  • Energia: nobreaks, banco de baterias, transferência automática e grupo gerador.
  • Climatização: redundante.
  • Conectividade: links de operadoras diferentes, rotas de entrada independentes e roteamento BGP, com proteção DDoS disponível.
  • Segurança física: controle de acesso biométrico, CFTV com gravação e vigilância 24 horas.
  • Localização: dados armazenados no Brasil, cobrança em reais e proposta com valor mensal fechado.
  • Suporte: atendimento comercial e técnico de segunda a sexta, das 8h às 18h, com monitoramento e alertas por e-mail e WhatsApp.

Conheça a estrutura em datacenter em Londrina e, para tirar dúvidas sobre a estrutura ou o contrato, use o fale conosco.

Perguntas frequentes

O que é mais importante na escolha de um datacenter?

Energia com gerador e transferência automática, climatização e conectividade redundantes, segurança física e um contrato claro. Depois disso, suporte acessível e localização dos dados.

Para que serve o BGP em um datacenter?

Ele permite anunciar os endereços IP por mais de uma operadora. Se um link cair, o tráfego segue pelo outro sem troca de IP.

A LGPD obriga a manter os dados no Brasil?

Não obriga, mas a transferência internacional de dados tem regras próprias. Manter os dados no Brasil simplifica contratos, auditorias e a conversa com clientes.

O que verificar no SLA de um datacenter?

O que está coberto, como a indisponibilidade é medida, janelas de manutenção, tempos de resposta e solução, compensação e como os dados são devolvidos na saída.